PERFIL

Frida Kahlo


Nasceu no ano de 1907, mas gostava de declarar ser filha da revolução mexicana ao assumir que tinha vindo ao mundo em 1910. Queria ser filha do México moderno. Todos os que a conheceram ou que conheceram um pouco da sua vida e obra sabem que ela foi sempre uma mulher marcada por tragédias e sacrificios pessoais que desde muito nova a afectaram.

Ainda menina, Frida contraiu poliomielite, que a deixou com uma deficiência no caminhar, para toda a vida. Esta deficiência foi algo que a atormentou na infância, mas que, com sua força interior, conseguiu superar com o passar dos anos. Frida Kahlo era dona de uma personalidade única, dominada por um profundo sentimento de independência e de rebeldia contra os valores morais e sociais, movida pela paixão e pela sensualidade.

Orgulhosa do seu México e das suas tradições culturais, lutava contra a americanização do mundo e da arte. Contudo, a sorte não parecia soprar a seu favor. Já adulta, com 18 anos, Kahlo sofreu um grande acidente de trânsito, quando o autocarro em que se deslocava chocou contra um eléctrico. Frida ficou gravemente ferida, sem poder sair da cama por um longo período de tempo, vítima de múltiplas fracturas e de uma grave lesão causada por um ferro que atravessou a sua bacia e vagina.

Presa à cama e realizando cirurgias umas atrás das outras, começou a pintar. Durante a longa e penosa convalescença, a sua mãe pendurou um espelho no tecto do seu quarto, mesmo por cima da sua cama e não foi preciso mais nada. A inspiração chegou e o seu próprio corpo tornou-se no seu mais frequente modelo. Frida dizia muitas vezes: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que melhor conheço."

Porém, Frida continuou a não ter uma vida sem dores, desta vez, não do corpo, mas da alma. A relação com o marido Diego Rivera, a sua grande paixão, foi sempre tumultuosa. Diego tinha muitas amantes e Frida não se ficava atrás, compensando as traições do marido com amantes de ambos os sexos.

O maior sofrimento de Frida, segundo ela própria afirmava, foi o facto de não poder ter filhos. Embora tenha engravidado varias vezes, as sequelas do acidente de autocarro impossibilitaram-na de manter a gravidez até ao fim, o que ficou expresso na sua arte. A sua expressão artística era assim, Frida pintava os momentos que passavam pela sua vida e, embora os seus quadros se pudessem considerar bastante "fortes", ela não os considerava surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, limitei-me a pintar minha própria realidade."

Frida contraiu uma broncopneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar. A última frase que escreveu no seu diário passou à história envolta em dúvidas, pois terá levantado a suspeita de um possível suicídio, "Espero alegremente a saída e espero nunca mais voltar, Frida."

É possível que Frida já não suportasse mais as dores do corpo e da alma que marcaram toda a sua vida. Em 2002, a vida de Frida Kahlo, foi levada ao cinema. A pintora que queria ser filha da revolução acabou correndo o mundo como a mulher que revolucionou a arte mexicana. Mais de cinquenta  anos após a sua morte, o mistério Frida Kahlo perdura.

Hoje, ela é considerada uma das artistas mais significativas do século XX e a sua vida, as suas batalhas contra a doença, o seu casamento com o pintor Diego Rivera, as suas posições extremadas e inovadoras para a altura são tão importantes como a sua obra e são contínuo objecto de estudo. O Centro Cultural de Belém traz a Lisboa uma retrospectiva da conhecida pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954). São 26 telas – algumas delas, obras-chave na carreira da artista –

Texto adaptado por António Lemos
http://marevolto.blogs.sapo.pt/


GALERIA


www.fridakhalo.com/
CELEBRIDADE

Richard Louis Bruno


Dr. Richard Louis Bruno is a clinical psychophysiologist, and an expert in Post-Polio Sequelae (PPS, also known as "Post-polio syndrome"). PPS are the unexpected and often disabling symptoms—overwhelming fatigue, muscle weakness, muscle and joint pain, sleep disorders, heightened sensitivity to anesthesia, cold intolerance, and difficulty swallowing and breathing—that occur in 80% of paralytic and 40% of non-paralytic polio survivors about 35 years after the poliovirus attack. There are 20 million survivors of polio, nearly two million in North America alone.

Dr. Bruno trained at the New York State Psychiatric Institute and at the College of Physicians and Surgeons, Columbia University. In 1984, Dr. Bruno organized the International Post-Polio Task Force, which he chairs. He also serves as advisor to post-polio support groups on four continents. Dr. Bruno edited three special issues of the journal Orthopedics devoted to PPS, and advises both Congress and the federal government on PPS-related issues. Dr. Bruno drafted the Social Security Disability regulations for PPS. In 2003 he drafted and, with Congressman Steve Rothman and Senator Arlen Specter, won release of a Social Security Ruling for Post-Polio Sequelae to stop denials of Social Security Disability Insurance (SSDI) for PPS.

Dr. Bruno's work has been published in many journals including Stroke, Biofeedback and Self-Regulation, the Journal of Chronic Fatigue Syndrome, Neurology, Disability and Society, the Journal of Clinical Psychiatry, Psychophysiology, Sexuality and Disability, the American Journal of Medicine, Annals of the New York Academy of Sciences" and in all three American journals of rehabilitation. He is also a contributing editor of New Mobility magazine and writes the "T'N'T for Polio Survivors" column in ACTION magazine. Dr. Bruno conceived and co-wrote the story on the NBC series "American Dreams" about nine-year-old Will Pryor, who had one leg paralyzed by polio, having surgery so that he would no longer need to wear a long-leg brace.

Dr. Bruno has received numerous honors for his work, including the New Jersey Pride Award in Health, and an honorary Doctor of Humanics degree from Springfield College. Dr. Bruno was also selected to present the 45th Annual John Stanley Coulter Lecture to the annual meeting of the American Congress of Rehabilitation Medicine. Dr. Bruno was recognized on the floor of the House of Representatives for his "commitment as a tireless worker on behalf of those suffering the aftereffects of polio" and for being "at the forefront of the movement to educate parents about the need to vaccinate their children" against polio.

Dr. Bruno lectures throughout the world and his work is frequently covered by the media. Articles on Dr. Bruno's work have appeared in Newsweek, The New York Times and USA Today. He has appeared on NBC's Today Show and ABC's Good Morning America, on CNN, The CBS Evening News, ABC News Nightline, on the BBC, CBC, National Public Radio, and on The Discovery Channel and The Learning Channel.

Dr. Bruno is founder and director of The Post-Polio Institute and International Centre for Post-Polio Education and Research. His book The Polio Paradox: Uncovering the Hidden History of Polio to Understand and Treat "Post-Polio Syndrome" and Chronic Fatigue, is published by Warner Books.
Past abuse of polio patients prevents treatment for post-polio sequelae today

A study of 1,185 polio survivors, conducted by Dr. Nancy Frick and Dr. Bruno, found that 34 percent of them were physically abused during their initial (childhood) treatment for polio, and 94 percent reported emotional abuse. Sexual abuse was reported at a rate three times as high as that for the general population of that age group—those who were children in the 1940s and 1950s. Commenting on this history, Dr Bruno says "It's no wonder that so many polio survivors refuse to appear disabled again by using crutches, braces or, God forbid, a wheelchair. It appears that polio survivors have been using Type-A behavior as protection against their deep fear of further abuse and criticism."

From Wikipedia, the free encyclopedia


A NOTE FROM DR. RICHARD L. BRUNO:

Please forward to your local newsletter editor: Feel free to reprint with this note:
This column is for information purposes only and is not
intended as a substitute for professional medical advice.


T'N'T: Tips and Techniques for Polio Survivors

by Dr. Richard L. Bruno
Drug companies are now reporting that statins can cause muscle pain anywhere in the body without causing muscle breakdown.

I have been taking a statin drug to lower my cholesterol for several years. I recently started to have muscle pain in both arms and went to my doctor. He did blood tests and said the statin wasn’t causing the pain. But, he stopped the drug and, after a few days, the pain went away. Was the statin causing the pain or was it a coincidence?

Problems with cholesterol lowering drugs in polio survivors redux...again!

I’ve written two columns about cholesterol-lowering drugs potentially causing unique problems in polio survivors. The first column was published five years ago. The buzz in the post-polio community then was that rhabdomyolysis – a very serious condition where kidney and muscle tissues breakdown – occurred more frequently in polio survivors who take statins, the then newish cholesterol-lowering drugs. There have been no specific studies of cholesterol-lowering drugs in polio survivors, but there seemed to be no reason polio survivors would be more prone to rhabdomyolysis. Only about one-half of 1% of anyone who takes a statin, such as Lipitor, develops rhabdomyolysis, which can indeed cause muscle pain (usually in the calves), muscle weakness and possibly even kidney failure. With rhabdomyolysis, the enzyme creatine phosphokinase (CK, also called CPK) is released as muscle breaks down, CK sometimes increasing to more than ten times the normal limit.

You should be aware that polio survivors can have an elevated CK without taking a statin. Two studies have found that 40% of polio survivors had abnormally elevated CK, with men having significantly higher CK than did women. In one

study, CK increased with the number of steps polio survivors walked in a day. In 50 Post-Polio Institute patients who were not taking statins, 21% had an abnormally elevated CK of about 225, which is one-third higher than normal, but not ten times higher. Still, an elevated CK may mean that polio survivors are making their muscles work too hard and causing the fibers to break down, but isn’t evidence of rhabdomyolysis.

Regardless, your CK was normal and you had arm muscle pain -- not calf pain -- that went away when you stopped the statin. Drug companies are now reporting that statins can cause muscle pain anywhere in the body, not just in the calves, without causing muscle breakdown or elevating CK. An exception is Zocor, which, although it can cause rhabdomyolysis, is reported by its manufacturer to cause muscle pain no more frequently than in those taking placebo.

Newer cholesterol-lowering drugs, the fibrates (Tricor and Lopid), also can cause rhabdomyolysis, elevated CK and “diffuse muscle pain, tenderness and weakness.” Even one of the oldest cholesterol-lowering drugs, the bile-acid sequestrant Welcol, is reported to cause muscle pain in 2% of patients versus none of those on placebo. What’s more, the cholesterol lowering B vitamin, Niacin, has also been reported to cause “pain,” although no more frequently than in those taking a placebo.

The good news is that the newest cholesterol-lowering drug, Zetia, is said to produce “no excess” rhabdomyolysis or increase in CK, and produced only slightly more (.04%) muscle pain than did placebo. Whatever drug you chose with your doctor, remember that rhabdomyolysis and muscle pain are more likely if you’re taking a combination of cholesterol-lowering drugs, calcium channel blockers, immune system inhibitors, certain antibiotics or antifungal drugs, have kidney disease, diabetes, a slow thyroid or drink more than a quart of grapefruit juice a day. If you’re taking a cholesterol-lowering drug and feel muscle pain, even if you’ve been on the medication for a while, stop the drug immediately and call your doctor.

Also, remember that there is more to managing cholesterol than taking a pill. Reducing saturated fat and eating foods high in soluble fiber -- such as cereal grains, beans, peas, legumes, fruits and vegetables -- can help lower

triglycerides and the "bad" low-density cholesterol (LDL) while raising the "good" high-density (HDL) cholesterol. It is also recommended that you lose weight, decrease stress, treat high blood pressure, stop smoking and have a five-ounce glass of wine with dinner. By following these suggestions and The Post-Polio Institute “Diet” (that recommends eating more protein, especially at breakfast) and reducing carbs and portion size -- you can lose weight, fuel your neurons to feel less fatigue and muscle weakness, while keeping your plumbing clear of cholesterol.


Exercise: Use it and Lose it

by Dr. Richard L. Bruno
I read that you don't recommend exercise for polio survivors who are getting weaker. But if I stop exercising and do nothing, won't I lose muscle tone, get flabby and become deconditioned and become weaker still?

You're asking a good question but are using buzzwords that Americans hear on infomercials. It's vital that polio survivors understand what the research really says about exercise for newly weakened muscles and know the definitions of "muscle tone" and "deconditioned."

We never tell polio survivors to "do nothing." Both The Post-Polio Institute and Warm Springs long-term follow-up studies find the same thing. All PPS symptoms, fatigue, pain and muscle weakness, decrease when polio survivors stop exercising and follow The Golden Rule: If anything causes fatigue, weakness or pain, DON'T DO IT! (Or do much less of it.)

Unfortunately, those who recommend strengthening exercise to polio survivors quote from the conclusions of a half-dozen small studies of leg muscle strengthening, apparently without having read them critically. The studies' conclusions say that exercise programs "lead to significant gains in strength." However, when you look at the responses of individual subjects the "significant gains in strength" are hard to find. Just over half of the studies’ subjects had an increase in upper leg muscle strength of about 26%. One quarter had no change in strength while 21% actually had a decrease in strength of about 10%. So almost as often as not exercise either had no effect or actually decreased muscle strength.

What's more, only two studies asked whether exercise affected polio survivors' fatigue and their ability to function in their daily lives. In one study, strength increased by 36% but muscle fatigue also increased by 21%. In the other study, although muscle strength increased by 30%, there was no improvement in polio survivors' ability to do daily activities, and muscle fatigue increased as much as 300%! You have to ask what good comes from any small percentage increase in muscle strength that is not related to improved functional ability and that actually increases muscle fatigue more than strength.

And what of "muscle "tone"? Most people think that muscle tone means muscles that are firm and have a nice shape. Muscle tone actually means that muscle fibers are ready to contract. Muscle tone is lost when motor neurons are damaged and can't turn on muscle fibers. Loss of tone can happen when polio survivors exercise too much and muscles become weaker when poliovirus-damaged motor neurons fail. Remember, PPS researcher Alan McComas found that polio survivors who have muscle weakness lose at least 7% of their motor neurons each year (see PPS Forum June 2001). This is why he concluded that "polio survivors should not engage in fatiguing exercise or activities that further stress metabolically damaged neurons that are already overworking."

Polio survivors' muscles get smaller lose tone if they're overused and the motor neurons that turn on the muscle fibers die. Arms and legs get flabby because of increased fat deposits, not a loss of muscle tone. Exercise does burn fat and at first causes muscles to increase in size. But polio survivors don't want bigger muscle fibers because they "further stress metabolically damaged neurons that are already overworking." The best way to prevent flabby arms and legs is to stop overusing and abusing your motor neurons and to follow the higher protein, low fat and lower carb Post-Polio Diet (see PPS Forum July, 2002).

And what does "deconditioned" mean? Many polio survivors believe that there are only two ways to live: overusing and abusing or being a couch potato and becoming "deconditioned." Deconditioning is something that happens when astronauts live in space or you put someone to bed for weeks, removing the pull of gravity and causing a decrease in blood volume and blood pressure. Deconditioning can only happen if polio survivors never leave the couch, not if they take two daily rest breaks on the couch, take a ninety minute nap, stop strengthening exercising or use a power wheelchair.

However, polio survivors may need to "condition" their hearts, especially if they have had a heart attack. Cardiopulmonary conditioning" uses exercise to strengthen the heart muscle (which was not affected by polio) and make it work more efficiently. However, there is no benefit to running on a treadmill or riding a bicycle to exercise the heart if you thereby stress and kill off poliovirus-damaged motor neurons. Many polio survivors can do heart conditioning by using their less affected limbs, usually their arms, in a carefully monitored program of paced and non-fatiguing exercise (see PPS Forum May 2001).


T'N'T: Tips and Techniques for Polio Survivors

by Dr. Richard L. Bruno
Recently I had a fever with muscle and chest pain. The only abnormal blood tests showed high C-reactive protein and high creatine kinase. My blood pressure and cholesterol are normal, I have never smoked, and I'm thin. Because of the chest pain I had an angiogram, which was normal. Could high CRP and high CK be related to PPS?

C-reactive protein is a blood marker for inflammation somewhere in the body. High CRP can be seen with type 2 diabetes, autoimmune diseases and cancers. Could inflammation somewhere in your body, as indicated by your elevated CRP, be related to PPS? Fifty consecutive patients evaluated at The Post-Polio Institute had CRP measured. The patients were on average 59 years old and 55% were women. Thirteen percent had an elevated CRP, 66% of hom were men. CRP was on average nearly three times the normal value. However, there was no significant difference between those with high and normal CRP on self-ratings of daily fatigue, difficulty with self-care or ability to perform activities inside or outside of the home. So, there is no evidence that elevated CRP or inflammation is related to PPS, either to post-polio fatigue or difficulty in functioning.

Recent studies have found that elevated CRP is related to having a heart attack or stroke. The theory is that a bacterial or viral infection (although definitely not a poliovirus infection) somehow inflames arteries and causes them to clog. Our 1985 National Survey found no more heart disease or high blood pressure in polio survivors than in the general population. But two studies found that 5% more male post-polio patients had abnormally elevated cholesterol as compared to the general population. In one of the studies, only 33% of those with high cholesterol had been given a holesterol screening test by their doctor and not even 25% were on cholesterol-lowering medications, like the statin drugs such as Lipitor, Pravachol and Zocor. This is not good, since reducing cholesterol reduces heart attack risk. What's more, research has shown that taking statins to reduce cholesterol can also lower CRP and may thereby increase survival even after having a first heart attack.

Statin drugs provide a connection between CRP and CK--in polio survivors. CK is an enzyme released when muscle is damaged. One half of one percent of anyone taking a statin develops muscle breakdown, which causes muscle pain (especially in the calves), muscle weakness and an increase in CK. Even without muscle breakdown or an elevated CK, some polio survivors report muscle pain or weakness when taking a statin, usually one of the older statins like Lipitor. And polio survivors can have an elevated CK without taking a statin. Two studies found that 40% of polio survivors had abnormally elevated CK, with men having significantly higher CK than did women. In one study, CK increased with the number of steps polio survivors walked in a day. In our fifty Post-Polio Institute patients, 21% had abnormally elevated CK levels (on average about 33% higher than normal) with men also having higher CK than did women. But, as with CRP, there was no significant difference between those with high and normal CK on self-ratings of daily fatigue, difficulty with self-care or the ability to perform activities inside or outside of the home. However, an elevated CK may mean that polio survivors are making their muscles work too hard and are causing them to break down.

So, neither CRP nor CK is related to fatigue or loss of functional abilities in polio survivors. However, all polio survivors need to have their cholesterol and CRP measured to assess heart disease risk. And since an elevated CK indicates muscle breakdown, either from taking a statin or from muscle overuse, polio survivors should have CK measured before taking a statin. If you are worried about possible muscle weakness or breakdown with the statins, or the newer cholesterol-lowering drugs like Zetia and Vytorin, ask your doctor about using older medications like slow-acting niacin or bile acid sequestrants. Besides medication, polio survivors need to eat high fiber foods, reduce saturated fat, treat high blood pressure and stop smoking to keep their tickers ticking.

T'N'T: Tips and Techniques for Polio Survivors

by Dr. Richard L. Bruno
People who survive polio in childhood will not suffer further effects later in life,” say US researchers. That was the headline in the newspaper.

Are we making up our muscle weakness, fatigue and pain? Is Post-Polio Sequelae all in our minds?

No, PPS is not in your mind. But, let’s start at the beginning, 1987, when Mayo Clinic researchers began a study of 46 polio survivors. The 46 were not a random sample of the 300 survivors of paralytic polio in Olmstead County, Minnesota from 1935 to 1960, but were “representative” -- in terms of the number of limbs involved and severity of polio, “bulbar” involvement and using a ventilator, age at polio, current age, years since polio, and gender – but not because they had PPS or “ongoing symptoms.”

Muscle strength was measured subjectively by manual muscle testing in 27 muscles (including face, tongue, diaphragm, arm, hand and leg muscles) to calculate a strange measure called the “Neurologic Disability Score” (NDS).

The NDS is scored from “0,” normal muscle strength, to “4,” a muscle that is totally paralyzed. I say the NDS is strange because it doesn’t make much sense in the real world. A polio survivor with mild weakness in the jaw, face and neck muscles, moderate weakness in the abdominal muscles and in one toe, would get the same NDS score as a polio survivor who had both thigh muscles totally paralyzed. Muscle strength around the elbows, knees and ankles was measured objectively using a machine, and hand and finger dexterity were measured using standardized tests. The number of remaining motor units -- the motor neurons available to run the muscles -- were measured using an EMG.

Cut to 2006. In an issue of the obscure Journal of the Peripheral Nervous System, the Mayo researchers published a 15- year follow-up of 38 of the 46 original subjects. Now, 15 years later, 82% subjects reported “progressive muscle weakness,” had an 18% decrease in muscle strength on the NDS and lost 45% of their remaining motor neurons.

The authors state that “a normal age- and gender-matched control group” -- in which they should have measured both muscle strength and remaining motor neurons -– “was not included,” and therefore “one cannot reliably compare the changes in the polio group with those in a normal again population.”

But, their lack of a control group didn’t stop them from concluding that polio survivors “did not age any differently than a normal population” because they lost a “normal” number of motor neurons. Thus, the authors concluded that “the most likely cause” for “progressive muscle weakness” and the 18% decrease in muscle strength ”in our polio survivors is aging alone.”

Somehow, when the media got hold of the Mayo press release about the study, they focused only on the “normal” loss of motor neurons and the headlines became, “People who survive polio in childhood will not suffer further effects later in life.”

Of all the problems with this study, this biggest is the assumption that the death of a “normal” number of motor neurons in polio survivors is, well, normal. These researchers apparently aren’t aware that David Bodian discovered in 1949 that the poliovirus killed on average 50% of motor neurons, and that you had to lose at least 60% to have any muscle weakness, let alone paralysis. So, if polio survivors start out with one-half the “normal” number of motor neurons, the loss of an additional 45% would mean that have lost 73% of their motor neurons over 15 years, which is hardly normal, more than enough to cause “progressive muscle weakness” and an 18% decrease in muscle strength. Inexplicably, the Mayo researchers acknowledge, but then ignore, their not having a matched non-polio control group and their own findings of progressive muscle weakness in their post-polio subjects. Apparently, at the Mayo Clinic, polio survivors are merely the sum of their dying motor neurons.
I would argue with the researchers that polio survivors are absolutely not merely the sum of their dying motor neurons, that their methods are faulty, their logic is flawed and their conclusions are unfounded. But, I don’t have to argue with the researchers. They argue with themselves. Next month -- the rest off the story.

T'N'T: Tips and Techniques for Polio Survivors

by Dr. Richard L. Bruno
Last month, I described the upset caused by the publication of a Mayo Clinic 2006 press release and paper describing a 15-year follow-up study of 38 polio survivors that generated the media headline, “People who survive polio in childhood will not suffer further effects later in life.” In spite of admittedly failing to include a control group of non-polio survivors of the same age, post-polio subjects were said to lose a “normal” number of motor neurons over 15 years, that is 45%. Because of that “normal” loss of neurons, the authors concluded that post-polio subjects’ reports of progressive muscle weakness and a measured 18% decrease in muscle strength were cause by “aging alone” and that polio survivors therefore “did not age any differently than a normal population.”

What the Mayo press release and paper didn’t tell you was that the 2006 article was the last of three articles by the same authors. The first paper was published in March 2005 in the journal, Neurology. That paper also noted the

18% increase in muscle weakness on subjective muscle strength tests and their 45% loss of motor neurons. But, also reported were the results of quantitative tests of muscle strength, measured objectively by machine, and hand and finger dexterity measured using standardized tests. Those tests found polio survivors had an overall decrease in muscle strength of 21%: 8% in the thighs, 14% in the muscles the lift the feet, 25% in the upper arms, and 31% in grip strength. What’s more, subjects had a 25% decrease in hand dexterity and a 55% decrease in finger dexterity.

The authors admitted, “We did not include a normal control group.” But, as opposed to the 2006 article, the March 2005 paper stated, “In the absence of a normal control population, the effects of aging… cannot be commented on. How the changes identified in our polio (subjects) compare with those of a normal aging population remains unknown.” The study did not conclude that “the decline in our polio survivors is aging alone” or that “people who survive polio in childhood will not suffer further effects later in life.” In fact, the authors stated “The syndrome of progressive weakness late after paralytic poliomyelitis was quite common.”

Then, in September 2005, the authors published a second study of the same subjects in Neurology, this time describing “adaptive equipment use.” In 1987, 13% reported using a brace or “gait aid” (cane or crutch), 16% had been forced to change jobs and 13% had modified their homes due to muscle weakness. Fifteen years later, an additional 12% had to modify their homes or move because of weakness and there had been a 100% increase in subjects using a brace or aid. What’s more, forty percent of those originally using just brace or aid are now using wheelchairs.

The 2005 studies, presenting objective findings of progressive muscle weakness, loss of function and increased assistive device use, certainly do not support the 2006 declaration that polio survivors “will not suffer further effects later in life.” Why did the authors erase their own findings of muscle weakness and loss of ability from the 2006 paper and change their conclusion from how polio survivors bodies’ “compare with those of a normal aging population remains unknown” to “our polio survivors did not age any differently than a normal population?” I haven’t a clue. And I don’t think it’s important to know. What is important is the fact that PPS are real and are not “normal” aging. Studies of thousands of polio survivors – not just “the Mayo 38” – have shown that.

It’s also important, in this age of the 24 hour news cycle and the Internet, that we become extremely cautious when medical research is “published” via press release and the media. Medical “facts” change in the media from week to week. Chocolate causes obesity, then it fights cancer; a daily glass of wine causes alcoholism, then it prevents heart disease. For PPS -- for or any condition -- we need to do the hard work of reading the actual research studies, not just newspaper articles or press releases, to understand what’s really happening to our bodies and know how to care for ourselves.



Qué es el síndrome de post-polio

El síndrome de post-polio (SPP) es una afección que afecta a sobrevivientes de polio años después de la recuperación de un ataque agudo inicial del virus de la poliomielitis. El SPP principalmente se caracteriza por un debilitamiento nuevo en músculos que habían sido afectados por la infección de polio y en músculos que al parecer no habían sido afectados. Los síntomas incluyen una debilidad muscular de evolución lenta, fatiga poco habitual (tanto generalizada como muscular), y, por momentos, atrofia muscular. El dolor de la degeneración articular y las deformidades esqueléticas en aumento como escoliosis son comunes. Algunos pacientes tienen solamente síntomas leves. Aunque es menos común, otros pueden tener atrofia muscular visible, o emaciación muscular.

Raramente el SPP amenaza la vida. Sin embargo, la debilidad muscular respiratoria no tratada puede dar como resultado la hipoventilación, y la debilidad en los músculos de la deglución puede causar una neumonía por aspiración.

La gravedad de la debilidad residual y la discapacidad posteriores a la poliomielitis aguda tiende a predecir el desarrollo del SPP. Los pacientes que tuvieron síntomas mínimos de la enfermedad más probablemente tengan sólo síntomas leves de SPP. Las personas que originalmente fueron muy afectadas por el virus de polio y que lograron una recuperación mayor pueden desarrollar un caso más grave de SPP con mayor pérdida de la función muscular y fatiga más intensa. Debe indicarse que muchos sobrevivientes de polio eran muy pequeños como para recordar la gravedad de su enfermedad original y que la memoria exacta se atenúa con el tiempo.

De acuerdo con los cálculos del Centro Nacional de Estadísticas de Salud, más de 440,000 sobrevivientes de polio en los Estados Unidos pueden estar en riesgo de padecer SPP. Los investigadores no pueden establecer una tasa firme de prevalencia, pero estiman que la afección afecta del 25 al 50 por ciento de estos sobrevivientes, o posiblemente tanto como al 60 por ciento, dependiendo de cómo se define el trastorno y qué estudio se menciona.

Los pacientes diagnosticados con SPP a veces se preocupan de que están volviendo a padecer polio y que pueden contagiar a los demás. Los estudios han demostrado que esto no sucede.

¿Qué causa el SPP

La causa es desconocida. Sin embargo, la nueva debilidad del SPP parece estar relacionada con la degeneración de las terminaciones nerviosas individuales en las unidades motoras que permanecen después de la enfermedad inicial. Una unidad motora es una célula nerviosa (o neurona) y las fibras musculares que ésta activa. El virus de polio ataca neuronas específicas en el tallo cerebral y las células del cuerno anterior de la médula espinal. En un esfuerzo para compensar por la pérdida de estas neuronas, las que sobreviven brotan terminales nerviosas nuevas para las fibras musculares huérfanas. El resultado es una recuperación parcial del movimiento y unidades motoras agrandadas.

Años de gran uso de estas unidades motoras agrandadas añaden estrés al cuerpo celular neuronal, que entonces podría no ser capaz de mantener las demandas metabólicas de todos los brotes nuevos, dando como resultado el deterioro lento de las unidades motoras. Puede producirse la reparación de la función nerviosa de algunas fibras por segunda vez, pero finalmente se produce la disfunción de las terminaciones nerviosas y la debilidad permanente. Esta hipótesis es coherente con el curso lento, escalonado e impredecible del SPP.

Durante años de estudios, los científicos del Instituto Nacional de Trastornos Neurológicos y Accidentes Cerebrovasculares y otras instituciones han demostrado que la debilidad del SPP es una afección de evolución muy lenta marcada por períodos de estabilidad seguidos por nuevo deterioro en la capacidad de llevar a cabo las actividades diarias.

¿Cómo se diagnostica el SPP

Los médicos llegan al diagnóstico de SPP completando una historia clínica integral y un examen neuromuscular y excluyendo otros trastornos que pueden explicar los síntomas. Típicamente los investigadores y médicos usan los siguientes criterios para establecer un diagnóstico:
Criterios de diagnóstico del síndrome de post-polio*

· Poliomielitis paralítica anterior, con evidencia de pérdida de neuronas motoras, confirmada por los antecedentes de enfermedad con parálisis aguda, signos de debilidad residual y atrofia muscular encontrados en un examen neuromuscular, y signos de daño nervioso en la electromiografía (EMG). Raramente las personas tienen polio paralítica subclínica, descrita como una pérdida de neuronas motoras durante polio aguda pero sin déficit obvio. Esa polio anterior ahora necesita confirmarse con un EMG. Además, los antecedentes de polio no paralítica informados pueden ser inexactos.

· Un período de recuperación funcional parcial o completa luego de poliomielitis paralítica aguda, seguido por un intervalo (generalmente 15 años o más) de función neuromuscular estable.

· Inicio gradual de nueva debilidad muscular progresiva y persistente o fatiga muscular anormal (resistencia disminuida), con o sin fatiga generalizada, atrofia muscular, o dolor muscular y articular. A veces el inicio puede seguir al trauma, una operación o un período de inactividad y puede parecer que es súbito. Menos comúnmente, los síntomas atribuidos al SPP incluyen nuevos problemas con la respiración y la deglución.

· Síntomas que persisten al menos durante un año.

· Exclusión de otros problemas neuromusculares, médicos y ortopédicos como causas de los síntomas.

*Modificado de: Síndrome de Post-Polio: Identificación de las Mejores Prácticas de Diagnóstico y Atención. March of Dimes, 2001.

El SPP puede ser difícil de diagnosticar en algunas personas debido a que otras afecciones médicas pueden complicar la evaluación. Por ejemplo, la depresión también está asociada con fatiga y puede ser malinterpretada como SPP o viceversa. Por este motivo, algunos médicos usan criterios de diagnóstico menos restrictivos, mientras que otros prefieren categorizar los nuevos problemas como los efectos tardíos de la polio—por ejemplo, una osteoartritis del hombro por caminar con muletas, una rotura crónica del manguito del rotador que lleva a dolor y debilidad por falta de uso, o la insuficiencia respiratoria debido a escoliosis progresiva.

Los sobrevivientes de polio con síntomas de SPP deben visitar a un médico capacitado en trastornos neuromusculares para establecer claramente las causas potenciales de la disminución de la fuerza y evaluar la evolución de la debilidad no explicada por otros problemas de salud.

Los médicos pueden usar imágenes por resonancia magnética (IRM), tomografía computarizada (TC), neuroimágenes, y estudios electrofisiológicos como herramientas para investigar el curso de la disminución de la fuerza muscular. Menos comúnmente, realizarán una biopsia muscular o un análisis de líquido espinal. Estas pruebas también son importantes para excluir otras afecciones posiblemente tratables que imitan al SPP, pero las pruebas no identifican sobrevivientes en mayor riesgo de tener una nueva evolución de debilidad muscular.

Es importante recordar que los sobrevivientes de polio pueden contraer otras enfermedades y siempre deben hacerse reconocimientos regulares y pruebas de diagnóstico preventivas, como mamografías, pruebas de Papanicolaou y exámenes colorrectales.

¿Cómo se trata el SPP

Actualmente no existen tratamientos específicos o farmacéuticos efectivos para el síndrome en sí mismo. Sin embargo, un número de estudios controlados ha demostrado que los ejercicios que no producen fatiga pueden mejorar la fuerza muscular.

Los investigadores en los Institutos Nacionales de Salud (NIH) han intentado tratar a los pacientes con SPP con el interferón recombinante alfa-2, pero el tratamiento resultó inefectivo. Otro estudio en el que los pacientes con SPP recibieron altas dosis de prednisona demostró una mejoría leve en sus afecciones, pero los resultados no fueron estadísticamente significativos. Esto, sumado a los efectos secundarios del medicamento, llevó a los investigadores a recomendar que la prednisona no se use para tratar el SPP.

En un esfuerzo por reducir la fatiga, aumentar la fuerza, y mejorar la calidad de vida de los pacientes con SPP, los científicos realizaron dos estudios controlados usando dosis bajas de piridoestigmina (Mestinon). Estos estudios mostraron que la piridoestigmina no es útil en los pacientes con SPP.

En otro estudio controlado, los científicos concluyeron que la amantadina no es útil para reducir la fatiga. Y otros investigadores recientemente evaluaron la efectividad de modifinil (Provigil) para reducir la fatiga y no encontraron beneficio alguno.

Estudios preliminares indican que la inmunoglobulina intravenosa puede reducir el dolor, mejorar la calidad de vida y la fuerza. La investigación sobre su uso continúa.

El futuro del tratamiento del SPP podría concentrarse en factores de crecimiento nervioso. Ya que el SPP puede ser el resultado de la degeneración de brotes nerviosos, los factores de crecimiento pueden concentrarse en estos y ayudar a regenerar nuevos. Lamentablemente, un pequeño estudio en el que participaron los científicos de NINDS mostró que no fue útil el factor de crecimiento similar a la insulina (IGF-1), que puede aumentar la capacidad de las neuronas motoras de hacer brotar ramas nuevas y mantener ramas existentes.

Aunque no existe una cura, existen estrategias de manejo recomendadas. Busque consejo médico de un médico experimentado en el tratamiento de trastornos neuromusculares. No atribuya todos los signos y síntomas a la polio anterior. Use ejercicios sensatos, preferentemente bajo la supervisión de un profesional experimentado. Use la ayuda para movilización recomendada, equipo de respiración, y actividades revisadas de la vida diaria. Evite las actividades que causen dolor o fatiga que dure más de 10 minutos. Establezca el ritmo de las actividades cotidianas para evitar el cansancio muscular rápido y el agotamiento corporal total.

Aprender sobre el SPP es importante para los sobrevivientes de polio y sus familias. El manejo del SPP puede implicar cambios en el estilo de vida. Pueden ser útiles los grupos de apoyo que estimulan la autoayuda, la participación grupal y la acción positiva. Para algunos, puede ser necesario el asesoramiento individual o familiar para ajustarse a los efectos tardíos de la poliomielitis, ya que experimentar síntomas nuevos y usar dispositivos de asistencia puede traer a la memoria recuerdos angustiosos de la enfermedad original.

¿Cuál es el papel del ejercicio en el tratamiento del SPP

Los síntomas de dolor, debilidad y fatiga pueden resultar del abuso o uso excesivo de los músculos y las articulaciones. Los mismos síntomas también pueden deberse a la falta de uso de los músculos y las articulaciones. Este hecho ha causado confusión sobre si alentar o desalentar el ejercicio en los sobrevivientes de polio o los individuos que ya tienen SPP.

El ejercicio es seguro y eficaz cuando se indica y monitoriza cuidadosamente por parte de profesionales médicos experimentados. Es más probable que el ejercicio beneficie a esos grupos musculares que fueron menos afectados por la polio. El entrenamiento de resistencia cardiopulmonar generalmente es más eficaz que los ejercicios de fortalecimiento. Los ejercicios de resistencia pesados o intensos y levantar pesas usando músculos afectados por polio pueden ser contraproducentes porque pueden debilitar más estos músculos en lugar de reforzarlos.

Las indicaciones de ejercicios deben incluir

- los grupos específicos de músculos a incluirse,

- los grupos específicos de músculos a excluirse, y

- el tipo de ejercicio, junto con la frecuencia y la duración.

Debe reducirse o suspenderse el ejercicio si el individuo con SPP o el profesional que monitoriza el ejercicio nota debilidad adicional, fatiga excesiva, o un tiempo de recuperación excesivamente prolongado.
¿Puede prevenirse el SPP

Los sobrevivientes de polio a menudo preguntan si hay una manera de prevenir el SPP. Actualmente, no se ha encontrado una intervención que detenga el deterioro de las neuronas sobrevivientes. Pero los médicos recomiendan que los sobrevivientes de polio duerman lo suficiente, mantengan una dieta bien equilibrada, eviten hábitos insalubres como fumar o comer demasiado, y que sigan un programa de ejercicios como se comentó arriba. Los cambios adecuados en el estilo de vida, el uso de dispositivos de asistencia, y tomar ciertos antiinflamatorios pueden ayudar a algunos de los síntomas de SPP.

¿Qué investigación se está realizando

Los científicos está trabajando en una variedad de investigaciones que un día pueden ayudar a los individuos con SPP. Algunos investigadores básicos están estudiando la conducta de las neuronas motoras muchos años después de un ataque de polio. Otros observan los mecanismos de la fatiga y están tratando de descubrir el papel que juega el cerebro, la médula espinal, los nervios periféricos, la unión neuromuscular (el sitio donde una célula nerviosa se encuentra con la célula muscular que ayuda a activar), y los músculos.

También es un área de intenso interés determinar si hay un vínculo inmunológico en el SPP. Los investigadores que descubrieron la inflamación alrededor de las neuronas motoras o los músculos están tratando de averiguar si esto se debe a una respuesta inmunológica.

Otros investigadores han descubierto que fragmentos del virus de polio, o versiones mutadas del mismo, se encuentran en el líquido espinal de algunos sobrevivientes. La significación de este hallazgo no se conoce y se está haciendo más investigación.

¿Dónde puedo encontrar más información?

Para obtener información adicional sobre los programas investigación del NINDS, contacte a la Unidad de Recursos Neurológicos y Red de Información del Instituto (BRAIN por su sigla en inglés) en:

Brain
http://www.ninds.nih.gov/

Organizaciones
info@post-polio.org/
askmarchofdimes.com/
www.marchofdimes.com/
BRAIN


Post Polio Syndrome, the Brain Stem and the Upper Neck


By Dr. Bill Davis
April 13, 2011
Image via Wikipedia


What happens to the human body as a result of an Atlas Misalignment is variable. One patient may develop Migraine Headaches another Lower back Pain and still another pain in the face or digestive problems.

Why is that?

The short answer is that the brain is changed.

When the spinal column is misaligned as a result of problems in the upper neck it begins a cascade of events that leads to poor health.

Frequently it begins with accidents and injuries that tear loose the connective tissue that holds the spine in place in the upper neck. This creates a weakness which allows the spine to breakdown and lock into a stressed position. The head will frequently tilt to one side, the shoulders will tilt. Standing up one of the hips will be higher than the other due to uneven muscle pulling, lying down one of the legs will be shorter than the other due to spastic contracture of the muscles around the pelvis.

Once the structure of the body is in this misaligned position pressure begins to develop into the nervous system beginning in the lower part of the brain where it enters the spinal cord at the level of the Atlas (top bone in the spine). And extending down from there into the spinal nerves that go into the legs and arms and into all internal organs.

So what does this all have to do with Post Polio?

If you had Polio as a child and years later you began developing strange symptoms that are being traced back to the original Polio virus than you may have been told that there is not much that they can do for you.

But if there is problems in the body as a result of a trauma to your head, neck or spine and there was some underlying neurological problems as a result of the damage from the Polio, than the combination of the two issues may lead to the symptoms of post polio.

Problems in the upper neck at the level of the atlas cause dysfunction into the brain stem. Brain stem dysfunction has been linked to the development of post polio syndrome as Dr. Susan Pearlman of the UCLA Post Polio Clinic has stated in her work looking at Polio above the neck.

When the underlying spinal problems in the upper neck are corrected and brain stem function is improved amazing things happen with a variety of different body systems including many of those connected to post polio and the lower brain stem including improvement in:

· Fatigue

· Joint Pain

· Muscle Pain and Weakness

· Atrophy

· Cold Intolerance

· Breathing Problems

· Problems Swallowing

· Blood Pressure Changes

In my Upper Cervical Chiropractic office I have seen changes in all of these symptoms in those with Post Polio and other conditions as well when the underlying injuries to the upper neck are corrected and allowed to heal.

So have you been diagnosed with Post Polio Syndrome?

Do you have a history of head, neck or spine trauma?

What would happen to your body if that pressure that has developed from the upper neck problems were removed?

Would you get better?

Only one way to find out…have an upper cervical spine evaluation in a specific upper cervical chiropractic office.

Find out more info at http://www.nuccawellness.com/ or http://www.nucca.org/ or http://www.upcspine.com/

Dr. William R. Davis Jr., D.C. is a Vista Chiropractor and Upper Cervical Specialist. He is in private practice in Southern California in the city of Vista. He specializes in correcting problems in the upper cervical spine (upper neck). This vital area is intimately connected to the central nervous system and problems in this area have been shown to be an underlying cause of a variety of different health problems. More information can be found on his website at www.nuccawellness.com/

www.theguardian.uk/
Post Polio Syndrome:


Recognizing the Unrecognizable


by Henk Snyman, MD

Throughout the 1940s and 1950s, polio emerged as a devastating epidemic that affected thousands in the United States alone. Once the second leading cause of death behind stroke, polio stood as an incurable, viral disease that caused severe pain, breathing difficulties, paralysis, and in many cases, death. The virus crippled children and adults for years until a vaccine finally became widely available in 1955. Although polio has been eradicated in the developed nations of the world, the tides have turned over the past 25 years as polio survivors have begun to experience a range of lingering side effects that significantly affect overall quality of life.

Causes of Post-Polio Syndrome

The polio virus was originally characterized in three stages, including acute illness, recovery period, and stable disability. In the 1980s, when polio survivors who were diagnosed at a young age began to experience pain, progressive weakness, and fatigue, experts identified a fourth stage of the disease commonly known as post-polio syndrome (PPS). More than half of all polio survivors are now developing the deteriorating side effects of PPS. Considered a progressive neuromuscular decompensation, PPS is surfacing in thousands of Americans, negatively affecting their ability to partake in life’s simplest pleasures.

A Difficult Journey

Navigating through life with PPS is undoubtedly difficult, as mobility is quickly lost and it becomes challenging to live a normal, regular life. The extreme bouts of pain and weakness that accompany the condition can hinder work, familial obligations, and the ability to enjoy hobbies and activities. As a result, many PPS patients become depressed and dormant, ultimately affecting those around them.

Unfortunately, there is no specific cure for post-polio syndrome, and the lack of adequate treatment most certainly leads to feelings of frustration and hopelessness among the afflicted. The lack of a cure is a result of the lack of knowledge surrounding post-polio syndrome. Because PPS demonstrates similar symptoms to other incurable chronic conditions including chronic fatigue syndrome (CFS) and fibromyalgia, physicians are often quick to misdiagnose or even dismiss PPS. Those diagnosed with PPS often remove themselves from their communities, their work, and even their families. As such, it’s particularly important for caregivers to educate themselves on both the physical and emotional side effects of the condition.

How to Help

A strong support base is critical for those living with post-polio syndrome as it is likely that among other positive effects, the chances the condition will be officially accepted by the medical community will vastly improve if caregivers acknowledge PPS and encourage their loved ones to speak out about it. Fortunately, there are an overwhelming number of PPS communities and support groups that have been established to address the growing concern of post-polio syndrome. These support groups convene regularly to discuss life’s challenges associated with PPS and ways in which individuals can move on and rebuild their lives.

The creation of these PPS support groups has garnered the attention of numerous physicians, who have taken a special interest in studying the transformation of the disease and utilizing unique treatments for individuals living with PPS. Over the last few years, specialty physicians, including doctors of osteopathy, acupuncturists, chiropractors and physical therapists, have treated PPS with alternative therapies that have served to create a pathway to a more active, fulfilling life for their patients.

Life is Possible

Through a recent increase in awareness and attention, post-polio syndrome has started gaining traction and validation within the medical community. And with recent advances in medicine and technology, breakthrough treatments that treat the debilitating side effects of the condition aren’t far away.

It takes a strong will to be a caregiver for an individual living with an illness. For caregivers of those with PPS, it is difficult to be the supportive backbone when all others have become skeptics and have dismissed PPS as a serious medical condition. As a result, these providers are encouraged to discuss the condition with their loved ones, and in turn, encourage them to have open communication lines with physicians, medical professionals, and fellow polio survivors.

Dr. Henk Snyman is the Chief Executive Officer and co-founder of Kingfisher Healthcare, a Belgium-based health care company committed to providing proprietary natural energy devices and accessories. He can be reached at h.snyman@kfhealth.com.care..

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A HISTÓRIA DA PÓLIO

ANDRÉ LUIZ VIEIRA DE CAMPOS


Professor-adjunto do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ). Doutor em História pela University of Texas at Austin

A poliomielite é uma doença infecciosa viral aguda cuja expressão clínica varia de uma infecção inaparente até formas paralíticas, podendo levar ao óbito se provocar paralisia dos músculos respiratórios e da deglutição. Sendo-se o quadro clínico inicial semelhante a uma infecção gripal, muitos casos de poliomielite antes das técnicas diagnósticas, nem mesmo eram reconhecidos como tais.

A transmissão faz-se principalmente pelo contato direto de pessoa a pessoa. pelas vias fecal-oral (a principal) ou oral-oral. Seu período de incubação é geralmente de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. O diagnóstico laboratorial é feito a partir do isolamento do vírus em amostras de fezes (PENA et al., 1998). Este é um quadro sucinto do conhecimento que temos hoje; entretanto. a medicina tinha poucas certezas sobre esta doença até a década de 1940. No início do século XX, quando passou a manifestar-se sob forma epidêmica, a pólio tornou-se um mistério e desafio para a então recente ciência biomédica.

Os primeiros casos confirmados da doença datam do final do XVIII, sendo as descrições clínicas pioneiras realizadas em 1813 por Giovanni Battista Monteggi e, em 1840, por Jakob Heine, que a denominou poliomielite. Em 1858, Voigh. provou que a doença podia também se manifestar em adultos e em 1890, o sueco Karl Oscar Medin, pela primeira vez, descreveu uma epidemia de pólio.  Medin concluiu que os casos paralíticos apenas representavam um percentual pequeno dos infectados e que pessoas com sintomas simples podiam contaminar sadios. À medida que o século XIX chegava a seu término, a forma epidêmica da pólio tornou-se o padrão comum de manifestação da doença nos países industrializados de clima temperado (DANIEL et al.
1997).
O surgimento da forma epidêmica da poliomielite conferiu dramaticidade à doença, transformando-a em problema de saúde pública nos países industrializados. Antes do final do XIX, apenas existia de forma endêmica, ocorrendo cedo em crianças, sendo a paralisia um sintoma pouco freqüente. Isto porque grande parte dos bebês era protegida da infecção por anticorpos maternos e além disto, as más condições de saneamento e higiene determinavam que as crianças novas entrassem em contato com o vírus muito cedo, desenvolvendo em sua forma benigna e produzindo imunidade. Nos primeiros anos de vida, a infecção raramente produzia sintomas sérios e, muitas vezes, era confundida com uma gripe. Entretanto, da mesma forma que o sarampo, a pólio é mais perigosa quando ocorre entre aqueles que não desenvolveram imunidade na primeira infância.

A doença foi conhecida por diversas denominações até que, na segunda metade do século XIX, consagrou-se o nome científico poliomielite anterior aguda. Entre outras denominações estavam: doença de Heine-Medin (em homenagem aos pesquisadores Jacob von Heine e Karl Oscar Medin) e paralisia infantil, porque afetava principalmente crianças com mais idade, elas estarão mais sujeitas a desenvolver os sintomas paralítico que chamamos poliomielite, na medida em que o vírus se disseminar dos intestinos para o sistema nervoso.

Com estas informações, entendemos porque a pólio surgiu em sua forma epidêmica nos países desenvolvidos na virada do século XIX para o XX. Na medida em que mais crianças eram protegidas de infecções através das melhorias sanitárias e da expansão da puericultura, doenças infecciosas, como cólera febre tifóide declinam, enquanto os casos de poliomielite crescem. Isto porque no caso da pólio, quanto melhores fossem as condições sanitárias e o padrão de vida, mais tardiamente as crianças teriam oportunidade de entrar em contato com o vírus, tendo mais chances, neste caso, de desenvolver paralisia. Esta característica foi especialmente responsável pela sua natureza misteriosa, pois a equação do higienismo-limpeza-saúde, não funcionava no caso desta doença (ROGERS, 1996).

Até o final da década de 1940 havia muitas dúvidas sobre a epidemiologia da poliomielite. O modelo explicativo da doença hegemônico até então, fundamentado nos métodos e procedimentos da bacteriologia, fora elaborado por Simon Flexner na primeira década do século passado, e considerava a pólio como doença neurológica cuja contaminação se fazia através de um vírus filtrável que entrava no organismo humano pelas vias respiratórias.

Entretanto, seu esquema conceitual apresentava fragilidades e, em conseqüência, outros modelos, que combinavam variáveis dos sistemas explicativos da contaminação e da configuração, eram freqüentemente utilizados para explicar a poliomielite epidêmica.

Partindo do argumento de ROSENBERG (1992), que aponta persistência e reordenamentos entre as variáveis configuracionistas contagionistas na explicação das doenças epidêmicas na história da medicina. este artigo argumenta que as fragilidades do modelo de Flexner na explicação da paralisia infantil, explicam a freqüência com que médicos, cientistas e autoridades sanitárias no Brasil, durante toda a primeira metade do século XX, recorriam aos modelos contagionista e configuracionista para explicar os surtos da doença.
Apenas na década de 1950, com novos conhecimentos e tecnologias,  e a produção de uma vacina eficaz, outro modelo tornou-se ortodoxia na epidemiologia da poliomielite. Utilizei, neste texto, além de bibliografia especializada, artigos científicos e jornais de época.

Antes da existência do microscópio eletrônico e da possibilidade de se ver um vírus através deste aparelho, uma técnica de decantação era utilizada para concluir se o agente causador da doença era uma bactéria ou um vírus filtrável. Caso, depois de filtrado, o material de laboratório fosse inoculado em uma cobaia produzindo a doença, concluía-se ser este agente patógeno um vírus filtrável.

NO BRASIL

No Brasil a primeira epidemia de poliomielite foi descrita em 1911, por Antônio Fernandes Figueira, diretor da Policlínica de Crianças e pediatra do Hospício Nacional de Alienados. Examinando um total de 39 casos no Rio de Janeiro e bastante familiarizado com a bibliografia internacional, Figueira concluiu que entre 1909 e 1911, manifestou-se, pela primeira vez no Brasil, a poliomielite epidêmica. O conhecimento sobre a pólio era bastante limitado, porém Figueira demonstrava esperanças que as experiências de Flexner e Clark (...) [que indicam a] veiculação [da doença] por meio das moscas, vão talvez abrir um caminho para a profilaxia (FIGUEIRA, 1911).

Seis anos depois, o Dr. Francisco de Salles Gomes Júnior registrou um surto de poliomielite em Vila Americana, estado de São Paulo, com 17 casos, dois óbitos. O médico ponderou que casos de pólio não eram desconhecidos em São Paulo, porém afirmou que dos casos esporádicos estamos caminhando para a generalização da moléstia. (GOMES JR., 1919: 3, 16). Salles Gomes. apesar de reconhecer ser .impossível. identificar a origem da epidemia, Ponderou que, como grande parte da população de Vila Americana era de estrangeiros, não é descabido pensar que este vírus (...) fosse importado por algum doente (GOMES JR., 1919: 11).

As epidemias da década de 1910 estimularam o interesse dos meios científicos brasileiros sobre a poliomielite. Já em 1911, nota-se a preocupação com a doença, que vai se tornando um verdadeiro perigo e provavelmente muito em breve, estará fazendo entre nós igual número de vítimas [tal como nos Estados Unidos] Vários médicos registram em suas clínicas casos da doença, indicando que a poliomielite já estava disseminada nas cidades do país. No periódico científico Brazil Médico, a seção Imprensa médica estrangeira, publicava traduções de artigos e notas sobre a poliomielite no Brasil. Outras revistas científicas seguiam a mesma linha, tais como o Archivos Brasileiros de Medicina, que publicava artigos traduzidos do The Journal of the American Medical Association e do America Journal of the Medical Sciences. Sociedades médicas promoviam debates, como a Sociedade Científica Protetora da Infância, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

É interessante registrar a atualização científica do pediatra: o trabalho sobre a transmissão de pólio por moscas, realizado por Flexner e Clark, que consta na bibliografia do trabalho de Figueira, foi publicado em junho de 1911 (Contamination of the fly with poliomyelitis vírus The Journal of the American Medical Association. June 10, 1911). O texto de Figueira foi encaminhado para publicação em julho de 1911.

Salles Gomes supôs que o surto de Vila Americana foi importado de Nova York, onde ocorrera uma grande epidemia em 1916. Americana é uma cidade fundada por sulistas refugiados no Brasil após a guerra civil norte-americana e cuja população mantinha vínculos com seu país de origem.

Os trabalhos pioneiros de Salles Gomes e Fernandes Figueira nos dão indicações sobre a utilização de variáveis de diversos modelos explicativos acionados pela ciência médica nas primeiras décadas do século XX. Salles Gomes, preocupado com as secreções originárias das vias respiratórias dos doentes argumentou que a notificação compulsória possibilitaria a imposição da quarentena, bem como a desinfecção de objetos eventualmente contaminados pelo doente. Entretanto, mostrava-se também preocupado com as moscas domésticas, que poderiam provocar a infecção. Portanto, em um mesmo texto, o médico considerou a possibilidade de infecção direta (daí a quarentena), e indireta (através da mosca como vetor e/ou de objetos tocados pelo doente).
No artigo de Fernandes Figueira, o médico registrou que, juntamente com seu colega Gomes Faria, reproduziu em 1911, as experiências realizadas por Flexner e publicadas no trabalho, Experimental poliomyelitis in Monkeys. Figueira escreveu: “Com um escovilhão de algodão asséptico foram atritadas as fossas nasais [do doente] por várias vezes, recolhendo-se em água esterilizada muco. Fez o Dr. Faria uma injeção em macaco [para tentar inocular o vírus]. Mas não se obteve resultado”
(...)

O modelo de contágio direto para a pólio, derivado nos trabalhos de Flexner era tipicamente fundamentado no Laboratório. Simon Flexner (1863-1946) foi professor de patologia da Universidade da Pensilvânia e primeiro diretor do Rockfeller Institute of Medical Research (1901-1935).
Em 1908 e 1909, cientistas de Viena e Paris anunciaram que a pólio era causada por um microorganismo.
( ...)
Nas décadas de 1930 e 1940, outras epidemias de pólio foram registradas no Brasil: Porto Alegre (1935); Santos (1937); São Paulo e Rio de Janeiro (1939) Belém (1943); Florianópolis (1943-47); Recife (1946) e Porto Alegre (1945). Na década de 1950 a doença se interiorizou pelo país, atingindo várias cidades menores. Em 1953, no Rio de Janeiro, um surto de pólio apresentou um coeficiente de 21,5 casos por 100 mil habitantes. A freqüência das epidemias e sua disseminação pelas cidades brasileiras a partir da década de 1930 demandou respostas de médicos e autoridades. O modelo de Flexner, fundamentado na contaminação, continuava hegemônico; entretanto observam-se em textos científicos e em comunicados de autoridades sanitárias explicações configuracionistas e mesmo o uso da predisposição para explicar as epidemias de poliomielite.
(...)

Entre janeiro e julho de 1937, houve um surto de poliomielite em Santos com 30 casos registrados pelo Departamento de Saúde do Estado de São Paulo. A imprensa deu destaque para as notícias alarmantes sobre
uma epidemia da terrível moléstia. O Delegado de Saúde de Santos, Dr. Castro Simões, devidamente autorizado pelo diretor-geral do Serviço Sanitário, imediatamente foi aos jornais assegurar não haver motivos para alarme, pois o que ocorria era apenas uma exacerbação da moléstia que existe endêmica em Santos e, portanto, não se trata de uma epidemia (ESP, 30 de julho de 1937).

Entretanto, nas declarações das autoridades sanitárias, podemos observar a utilização e os rearranjos realizados com os modelos da contaminação e de configuração.

O chefe do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo, por exemplo, foi enfático ao invocar o modelo do contágio; pois estava universalmente comprovado que a paralisia se declara em seguida à penetração do vírus na medula passando das narinas através dos filetes nervosos olfativos (ESP, 5 de agosto de 1937). O Delegado de Saúde de Santos, também recorrendo à ortodoxia registrou ter o vírus da pólio eleição para os centros nervosos motores, sendo encontrado nas secreções da garganta e do nariz (ESP, 30 de julho de 1937).
(...)

Em 1939, depois de uma epidemia no Rio de Janeiro, Décio Parreira publicou dois artigos científicos sobre esta doença; nestes, Parreiras utiliza  o modelo de Flexer e também argumentos do contagionismo e do configuracionismo para explicar a manifestação da doença e sua evolução na cidade. Apesar de ter como parâmetro o modelo do Laboratório, Parreiras, em um dos artigos, afirmou ser necessário também considerar outros fatores além da virulência do germen. E, na busca destes outros fatores recorreu ao configuracionismo: culpou a umidade do ar e a eletricidade atmosférica, além das variações da estação e do campo magnético, como elementos que explicariam a severidade daquele surto. Parreiras chegou à conclusão de que o declínio da epidemia de 1939 não deveria ser tributado a nenhuma medida de ordem sanitária, mas a alterações atmosféricas decorrentes da mudança de estação. O médico ainda acrescentou uma variável telúrica para explicar porque a epidemia atacou mais os homens do que as mulheres: os primeiros levavam a vida em pleno ar e maior contato com a terra, enquanto as mulheres eram seres mais domésticos.

É interessante observar que o médico também se mostrou particularmente intrigado com um aparente paradoxo: nada houve na Casa dos Expostos. (...). No entanto, nos melhores apartamentos de Copacabana, crianças que se isolavam quase totalmente do convívio com o resto da cidade eram vitimadas. O espanto de Parreiras, que se remete ao higienismo e sua associação entre doença e sujeira, era motivo de grande perplexidade por parte dos médicos: como a pólio se manifestava em residências de classe média poupava a Casa dos Expostos? Não é de se admirar que, face à um quadro tão eclético, Parreiras registrasse seu desânimo diante da anarquia terapêutica que reina hoje em várias regiões atingidas pela doença de Heine-Medin.

No ano de 1953 uma severa epidemia de poliomielite abateu-se sobre o Rio de Janeiro. Mais uma vez é possível observar médicos e autoridades sanitarias recorrendo a variáveis diversas para explicar o comportamento da doença.

A primeira reação das autoridades foi negar a epidemia e, para tal, recorreu-se ao argumento de que, como a pólio era uma doença do frio, não era endêmica em uma cidade tropical como o Rio, especialmente no mês de janeiro, quando este elemento epidemiológico [estava] em falta (CM, 23 de janeiro de 1953). Com a evolução do surto, tornou-se impossível negar sua existência. Assim o Serviço de Informação Sanitária da Prefeitura, na tentativa de acalmar a população, proclamou não haver motivo para pânico desde que se evitassem aglomerações especialmente em recintos fechados (CM, 12 de maio de 1953).
Ou seja, recorreu-se ao modelo de Flexer, que apontava ser a pólio transmitida através da contaminação pelas vias áreas superiores. Entretanto, ao reconhecer a existência da ameaça, as autoridades lançaram uma campanha informativa na qual nenhuma possibilidade era descartada para explicar a poliomielite epidêmica.

O Dr. Eduardo Morgado alertava que [...] o contágio pode ser do doente à pessoa sã no ato de tossir, espirrar, como pelas fezes ou por meio de alimentos, da água, do leite ou de objetos contaminados, sendo a mosca e outros insetos os vetores. Os aparelhos digestivo ou respiratório são, pois, a porta de entrada do vírus no organismo humano (CM 2 de agosto de 1953).

O enigma representado pela pólio durante a primeira metade do século XX mostra que a bacteriologia pouco pode fazer contra a doença. O modelo de Flexner, organizado pelos princípios da contaminação, era ortodoxia científica porém, especialmente quando confrontados por situações dramáticas como as epidemias, médicos e autoridades recorriam aos elementos explicativos da contaminação, configuração e predisposição na tentativa de explicar a doença e confortar a população. Apenas em meados da década de 1950 esta situação começaria a mudar.

A paralisia não é nenhuma doença misteriosa

Na década de 1940 havia muita controvérsia sobre a epidemiologia da poliomielite. Ainda em 1948, Francisco Vieira, diretor do departamento de epidemiologia da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP, admitindo incerteza neste terreno, ponderava a hipótese mais recente sobre transmissibilidade da pólio: a da via intestinal. Por esta, as fezes dos doentes  poderiam contaminar a água e/ou alimentos e, desta forma, o poliovírus entraria
no organismo por via oral. Vieira reconhecia ainda a possibilidade de transmissão pelas moscas - o modelo do vetor , mas concluía, sem negar a possibilidade das outras, ser o modelo de Flexner, que incrimina as vias respiratórias, mais aceito pela maioria dos epidemiologistas. Entretanto, no mesmo texto observamos que o médico ainda utilizou a variável ambiental quando discutiu maior gravidade da doença em certas regiões como nos Estados Unidos e países nórdicos. Mesmo a predisposição foi acionada pelo médico quando sugeriu uma maior suscetibilidade familiar para explicar porque algumas famílias registravam maior número de casos do que outras

No final daquela década, abrir-se-iam outras possibilidades para o estudo da doença. John Enders, Thomas H. Weller e Frederick C. Robbins, ao desenvolverem uma nova técnica de cultivo do poliovírus em embriões de galinha, abriram amplas possibilidades para o estudo do vírus, pois, até então, o macaco era o único animal utilizado em laboratório para inoculação. Esta possibilidade abriu caminho para o desenvolvimento de uma vacina e foi responsável pelo Nobel em Fisiologia/Medicina (1954) partilhado pelos três cientistas.

Além dos novos conhecimentos no campo da virologia, a ciência médica beneficiou-se enormemente pela invenção do microscópio eletrônico, que permitiu aos pesquisadores ver o vírus da pólio, antes então, somente suposto através de técnicas de filtragem.

Isto permitiu que os cientistas descobrissem existir 3 grupos de vírus: Brunhilde, Lansing e Leon, todos capazes de provocar paralisia. Houve um considerável progresso para desvendamento dos segredos desta doença, sendo o mais importante para a saúde pública o da sua transmissibilidade: evidenciou-se que o vírus se reproduzia no sistema gastro-intestinal e a infecção era feita pela via fecal-oral através da água ou produtos contaminados.

A partir destes novos conhecimentos, no início da década de 1950, muitos cientistas já haviam concluído que o poliovírus apenas ocasionalmente atacava os tecidos nervosos. Isto permitiu que a medicina, que considerava a pólio como doença neurológica, a reclassificasse como doença entérica. Em meados dos anos 1950 a maioria dos médicos já aceitava ser a poliomielite uma doença intestinal, ao contrário da década anterior, quando, segundo Francisco Vieira esta hipótese era minoritária (VIEIRA et.al., 1948).

A descoberta do vírus tipo 2 (Lansing), encontrado em larga escala nas regiões tropicais, permitiu repensar a natureza das epidemias e o próprio conceito da pólio como doença do frio. Os três tipos de vírus eram capazes de provocar paralisias, porém, o tipo 2 mostrava-se o grande responsável pelos casos de infecção inaparente. Pelo modelo de Flexer, para o qual a doença era transmitida pelo ar, a doença de Heine-Medin predominava em países do Hemisfério Norte, manifestando-se através de grandes epidemias. Isto porque, especialmente nos inverno, as aglomerações em espaços fechados facilitavam a transmissão do vírus através do nariz ou a boca.

Nas regiões do globo de clima tropical, esta doença nunca provocava surtos de grande magnitude, enquanto a manifestação clínica de paralisia era, da mesma forma, mais rara. Este quadro foi modificado quando, a partir do estudo do vírus Lansing, concluiu-se que nos países quentes existiam altas taxas de infecções sub-clínicas. Nestes países a poliomielite predominava de forma endêmica, visto que a regularidade da circulação do vírus durante todas as estações do ano, associada às precárias condições de saneamento, faziam as crianças entrarem em contato com o poliovírus nos primeiros meses de vida, produzindo imunidade.

Ou seja, estas novas informações científicas permitiram desvincular da poliomielite fatores dos elementos configuracionistas como o clima frio  e associá-la a fatores sociais. Segundo Barreto, a poliomielite é, nas zonas tropicais a doença dos primeiros anos [de vida] rara mesmo depois dos 6 anos. Entretanto, nos países desenvolvidos onde há maiores progressos no saneamento [a doença] está se deslocando para cidades mais avançadas (BARRETO, 1953).

Estes novos conhecimentos permitiram que em 1955, um catedrático da Faculdade de Higiene e Saúde Pública da USP afirmasse, diferentemente de Francisco Vieira (VIEIRA, et. al. 1948) em 1948, que a maior incidência de poliomielite no sul dos Estados Unidos em relação ao norte daquele país, não se devia a fatores climáticos, mas ao fato de os estados do sul serem menos desenvolvidos sob o ponto de vista econômico e sanitário se comparados ao norte (GALVÃO et. al, 1955). Assim, a associação entre doença e sujeira, tão forte no higienismo do século XIX, passou a ser um elemento positivo para explicar a baixa incidência dos casos mais graves nos países pobres.
Em 1948, na Primeira Conferência Mundial sobre Paralisia Infantil, realizada em Nova York, anunciou-se como importante progresso na luta contra doença, o desenvolvimento de uma vacina experimental (ESP, 18 de julho de 1948).

No início da década seguinte, vários laboratórios norte-americanos disputaram a primazia de desenvolver uma vacina eficaz e segura contra a pólio. Em 1952, Herald Cox, do laboratório Pearl River, anunciou um método de produzir vacina da poliomielite em grande escala; entretanto, um porta-voz da instituição ponderou que não se poderia [ainda] prever se a vacina proporcionaria imunidade completa (CM, 12 de outubro de 1952).
(...)
Em janeiro de 1953, Harry Weaver, diretor dos laboratórios de pesquisa da Fundação Nacional para a Luta contra a Paralisia Infantil, confirmou a produção de uma nova vacina contra a poliomielite (CM, 27 de janeiro de 1953).

Em março daquele ano, o nome de Jonas Salk destacou-se quando este cientista anunciou que as primeiras experiências de sua vacina em humanos mostravam resultados positivos; cauteloso, ponderava, entretanto, que ainda era puramente teórica a capacidade da vacina de produzir imunidade (CM, 29 de março d. 1953). Um ano depois deixou a relutância de lado e afirmou categoricamente que sua vacina revelou-se ainda mais eficaz do que ele mesmo pensava e que poderia mesmo assegurar imunidade durante toda a vida. Ao fazer esta declaração, Salk respondia às críticas de um técnico de Cincinnati, Albert Sabin, que apontou a necessidade de se adiar os testes em grande escala com a Salk, em razão dos efeitos desconhecidos da vacina (CM, 13 de março de 1954).

Os médicos brasileiros acompanharam de perto as experiências com vacina Salk. No final de 1953, o pediatra Rinaldo Delamare, professor da Faculdade Nacional de Medicina, informou que os Estados Unidos estavam prontos para vacinar um milhão de crianças e que o produto poderia ser entregue a mercado em 1955 (CM, 21 de novembro de 1953). Em janeiro do ano seguinte, o governo brasileiro enviou aos Estados Unidos o Dr. Oswaldo Pinheiro Campos, para observar a vacinação contra a paralisia infantil (CM, 6 de janeiro de 1954). Ao retornar ao país, Campos deu uma declaração bastante significativa da nova era que se abria na história da poliomielite ao afirmar que a medicina (...) chegou à conclusão que a paralisia não é nenhuma doença misteriosa governada por leis biológicas peculiares, mas uma doença infecciosa como tantas outras (CM, 26 de março de 1954

No início dos anos 1960, epidemias de pólio ainda ocorriam nas grandes cidades brasileiras e a imprensa registrava a ansiedade que a doença ainda provocava. Entretanto, alguma coisa começava a mudar: um relato otimista- triunfante começa a pontuar o discurso de médicos e autoridades. A pólio deixara de ser uma doença misteriosa contra a qual quase nada se podia fazer, uma uma vacina era apontada como vitória da medicina sobre a doença. Quando pipocaram denúncias na imprensa de uma nova epidemia de pólio no Rio de Janeiro em 1961, as autoridades sanitárias responderam que o alarme não se justificava porque metade da população infantil carioca está vacinada e que nenhuma criança que tomou as quatro doses [da vacina Salk] foi acometida de poliomielite (CM, 20 de julho de 1961).

Em 1960, em face das primeiras notícias de um surto em São Paulo, a Secretaria de Saúde simplesmente recomendou o aumento da vacinação para evitar surpresas (ESP, maio de 1960). Ainda durante a epidemia de 1961, no Rio de Janeiro, o secretario de saúde da Guanabara, no intuito de reafirmar a eficácia da vacina advertiu a população carioca que todas as crianças com pólio internadas no Hospital Jesus não tinham sido anteriormente vacinadas (CM, 9 de junho de. 1961).

Na capital de São Paulo, a vacina Salk passou a ser aplicada pela Secretaria de Saúde desde 1955, ano em que foi organizada uma Comissão Especial de Poliomielite. O município vacinava gratuitamente crianças até três anos de idade, porém as famílias possuidoras de recursos próprios eram solicitadas a adquirir a vacina para deixar os estoques do Estado à disposição da população mais necessitada (ESP, 8 de dezembro de 1960).

Na Guanabara, a Secretaria de Saúde iniciou a vacinação com a Salk a partir de 1956 e, de acordo com as estatísticas, até 1961 mais de 300 mil crianças já haviam sido imunizadas (CM. 31 de maio de 1961).
Em maio de 1961, o secretário de saúde da Guanabara, Dr. Marcelo Garcia avaliava a nova e revolucionária descoberta para o combate da pólio: a vacina Sabin. Apesar de afirmar que os resultados da vacina Sabin eram mais auspiciosos do que os da vacina Salk, Garcia assegurou ser impossível sua utilização imediata no Brasil, pois sua aplicação deve ser feita em massa e a uma só vez, o que requer um complexo planejamento da saúde pública  (CM, 31 de maio de 1961).

Entretanto, em abril daquele mesmo ano, uma comissão designada pelo ministro da saúde para avaliar as duas vacinas disponíveis, decidia a favor da utilização da vacina Sabin no Brasil. Em julho, uma experiência piloto com Sabin foi feita em Santo André, na grande São Paulo, e em setembro do mesmo ano, outra experiência foi realizada no Rio de Janeiro. Foi com esta vacina que na década de 1980, a OPAS organizou um programa de erradicação da poliomielite nas Américas.

Conclusões
Durante a primeira metade do século XX, a bacteriologia não conseguiu dar uma resposta eficaz à poliomielite epidêmica como havia feito com outras doenças infecciosas, tais como a febre amarela e a malária. O modelo explicativo de Simon Flexer classificava a pólio como doença que atacava os tecidos nervosos e cuja contaminação se dava através de um vírus filtrável, que entrava no organismo humano pelas vias aéreas superiores. Este modelo, fundamentado no protocolo do Laboratório, tornou-se ortodoxia, refletindo o prestígio da bacteriologia no início do século; entretanto, apresentava fragilidades e não conseguia dar respostas eficazes aos enigmas colocados por esta doença.

Partindo da sugestão de Rosenberg (1992), que apontou a persistência e reordenamento de variáveis contagionistas e configuracionistas na explicação das doenças epidêmicas na história da medicina, argumentou que as fragilidades do modelo de Flexner explicam a freqüência com que médicos, cientistas e autoridades
sanitárias no Brasil recorriam aos demais modelos, e mesmo à predisposição, para explicar os surtos de pólio. Este quadro começou a ser alterado na década de 1950, quando a bacteriologia elaborou um modelo explicativo que proporcionou a produção de uma vacina eficaz contra a pólio.
ANDRÉ LUIZ VIEIRA DE CAMPOS
Tempos Históricos . volume 13 . 2º semestre 2009 .